Sou um entusiasta das artes marciais e dediquei anos à prática do Karatê, com ênfase no estilo Shotokan. Durante esse período, especialmente da juventude ao início da vida adulta, tive a oportunidade de conhecer diversas pessoas, aprender com distintos professores, cultivar amizades e vivenciar experiências enriquecedoras que dificilmente teria experimentado sem o Karatê.
Quando iniciei meus estudos na arte marcial, em 2003, já percebia um declínio significativo em sua prática, evidenciado por dojos cada vez mais vazios. Esse fenômeno, em grande parte, resultava de abordagens pedagógicas que priorizavam interesses pessoais dos instrutores, em detrimento do compromisso genuíno com o ensino e a formação dos alunos.
Ainda assim, jamais deixei de admirar essa nobre arte. Ao longo dos anos, continuei acompanhando vídeos, participando de discussões em redes sociais e mantendo meu interesse vivo. Em 2024, ao retomar os treinamentos, surpreendi-me com o estado precário da prática atual. A qualidade dos treinos, em muitos casos, tornou-se deficiente, e tanto professores quanto entidades demonstram dificuldades em promover o Karatê como uma arte marcial genuinamente eficaz e aplicável.
Este blog tem como propósito registrar minhas opiniões e reflexões sobre o Karatê, sem qualquer compromisso em agradar indivíduos ou instituições. Sempre que compartilhei meus textos em redes sociais, as discussões tomaram rumos interessantes, gerando debates produtivos. Aqui, caro leitor, você encontrará tanto textos antigos quanto reflexões recentes. Sinta-se à vontade para explorar.
E lembre-se sempre: “O Karatê é como a água quente: se não for constantemente aquecido, esfria.”

